O Filme Avatar - Análise sob a perspectiva Cristã

O escritor cristão Francis Scheaffer (1912 – 1984) já dizia no início dos anos 80 do século passado que o Século XXI seria marcado pelo misticismo, culto à natureza e hedonismo. Ele acertou em cheio! Nossa geração tem esses traços entremeados na linguagem, nos hábitos, na religiosidade, no comportamento social e, sobretudo, na cultura, dos livros publicados que mais vendem aos filmes de sucesso.

Veja-se o caso da literatura tão ovacionada em nosso tempo: os livros do místico brasileiro Paulo Coelho, um escritor cujo conteúdo não é nada cristão. Pelo contrário, tem uma proposta pautada nos conceitos e práticas das religiões orientais e, para seduzir, de vez em quando ele explora textos bíblicos em suas concepções místico-filosóficas.

Poderíamos discorrer aqui sobre os vários âmbitos da cultura e iríamos presenciar essa miscigenação de conceitos e valores que têm afastado o homem de uma relação pessoal com Deus e de obediência à Sua Palavra.

Eu assisti ao filme Avatar e pude perceber que ele simboliza de forma impressionante a filosofia de vida que vem sendo amplamente defendida e divulgada nos vários campos do conhecimento, da ciência, da cultura e na mídia de massa de nossa geração: a falsificação da verdade proposta na Palavra de Deus e a deusificação da Ciência e da Natureza.

A proposta não tem nada de novo em termos filosófico religiosos. Trata-se de uma concepção que mistura (veja-se aí o misticismo) religião hindu, práticas indígenas de adoração aos entes naturais e culto a extraterrestres.

O título do filme diz respeito ao conceito hindu de que todo ser humano é um avatar de que cada um seria uma centelha do Deus Único, manifestada no plano material. Ou seja, o hinduísmo defende que todos os seres humanos são Amsha Avatar (encarnações parciais do Divino).

Na verdade, Avatar apresenta conteúdos ultrapassados e alienantes. Em termos históricos (óbvios), é aquela “velha” temática do capitalismo destruindo os índios e a natureza em nome da posse da riqueza existente na floresta – o filme mostra que os humanos querem explorar o minério raro unobtanium existente em Pandora que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra.

No sentido teológico propõe o fim da adoração a Deus e o advento da “nova era” onde a ”mãe” natureza pode tudo e o ser humano não passa de uma peça nessa engrenagem alienante.

O que tem de novo é o aspecto tecnológico. Aliás, é isso que atrai, é isso que “salva” o filme. Para quem o assistiu em 3-D pode presenciar a nova tendência do cinema mundial cuja força da tecnologia, muitas vezes, dará emoção e qualidade a propostas pouco criativas e sem qualidade textual.

Com base nesse “pano de fundo”, proponho uma reflexão para nos protegermos dessa perigosa síndrome de Avatar que tem “dominado” parte de nossa geração.

Primeiro, o Deus cristão não está longe como o hinduísmo ensina. Nosso Deus é real e pessoal. Jesus Cristo veio ao mundo e viveu entre nós para demonstrar de forma inequívoca que Deus pode e se relaciona pessoalmente conosco. Não é uma relação alienante, nem subjetiva. Mas, um relacionamento com base no amor, na verdade e na obediência.

Segundo, o ser humano é superior à natureza. Veja o que o próprio Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança, e domine ele sobre os peixes do mar e as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra, e sobre todas as criaturas que se movem ao longo da terra.” (Gênesis 1,26). O filme Avatar tenta induzir o espectador a pensar que aqueles bichos e as árvores estão no mesmo plano do ser humano. Não é verdade. O homem é mais importante do que aves, animais, peixes e árvores. Devemos, sim, cuidar e proteger a natureza, mas não há nenhuma base cristã que justifique as relações entre os avatares e a natureza proposta no filme. A natureza não é Deus.

Terceiro, o verdadeiro poder de libertar o ser humano vem de Deus, não da ciência, da mentalização humana ou da energia cósmica. As “ligações” entre os avatares e os animais apontam tanto para a proposta de que essa “energia” cósmica coloca a todos no mesmo plano, quanto atribui à natureza poderes que ela não tem. O poder de mudar a nossa vida vem de Deus, o poder de libertar uma pessoa deprimida e angustiada vem de Deus. O apóstolo Paulo afirma que “o Evangelho é o Poder de Deus” (Romanos 1:16). Essa palavra divina é que liberta o ser humano de todas as amarras. Deus pode libertar você hoje de todas as amarras que o prendem. O verdadeiro poder que liberta vem de Deus, não da natureza.

A ciência também não pode resolver dos os mistérios da vida. O filme Avatar propõe esse poder que a ciência julga ter de resolver todos os problemas humanos, de fazer um paraplégico andar, correr, pular, voar sem limites. Isso está simbolizado na figura de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas que pode experimentar a cura não através do poder de Deus, mas do Programa Avatar onde os “condutores” humanos passam a ter uma consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver no ar letal de Pandora. Um milagre da ciência e da natureza.

Essa síndrome Avatar tem sido uma tentativa da cultura e da ciência de neutralizar a obra de Deus na vida humana. Escritores, pesquisadores, produtores culturas, professores, âncoras midiáticos, líderes do movimento Nova Era, todos têm procurado alternativas para falsificar a verdade sobre Deus, o homem e a natureza. O ser humano tem sido levado a pensar que pode tornar-se, com a força da natureza ou de entidades extraterrestres, um “super homem” quando, de fato, a verdadeira identidade humana restaurada, curada e feliz é aquela que se relaciona com o Deus cristão, autor e sustentador de todas as coisas.

Marcos Soares
Fonte:Internet

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Tags: avatar, cinema, filme

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Comentário de Alex do Aprisco - (75) 8197 1714 em 10 março 2010 às 6:42
"MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" - 1 Timóteo 4:1
por Vilson Ferro Martins - www.vozdotrono.com.br

Chamou-me a atenção quando observei uma criança brincando com uma figura luminosa parecida com um ser humano, mas que possuía uma espécie de rabo. Ela disse que era um "avatar". Fui pesquisar e descobri algumas coisas interessantes que, como cristão, devem nos remeter a uma reflexão, principalmente sobre o contato que crianças têm com essa "doutrina" sendo vítimas fáceis de bem elaboradas e intrincadas teias diabólicas.

Primeiro é importante saber o que significa "avatar", que segundo o dicionário Michaelis é: "No hinduísmo, encarnação (literalmente descida) de uma divindade sob a forma de um homem ou de um animal, sobretudo de Vixenu, segunda pessoa da trindade indiana". Olha só com o que as crianças estão tendo contato e se maravilhando...

Depois, como se trata de um termo novaerense, pesquisei o significado que eles dão e achei o seguinte: Segundo Alice Ann Bailey (mentora da Nova Era) a palavra "avatar" significa: "Descer com a aprovação da fonte superior da qual provém, para benefício do lugar ao qual chega" (Dicionário Sânscrito de Monier Willians). Segundo ela, os "avatares" mais conhecidos são: Buda no oriente e Jesus no ocidente. Ainda segundo ela, os "avatares" expressam dois incentivos básicos: a) A necessidade de Deus fazer contato com a humanidade e relacionar-se com os homens e b) A necessidade que tem a humanidade de entrar em contato com a divindade e ser ajudada e compreendia por ela.

Amados, é testemunha que não tenho a menor intenção de propagar tal ensino, todavia, se faz necessário trazer esses relatos para que - principalmente os pais - estejam atentos sobre que tipo de "influência" que os filhos estão se expondo.

Para minha surpresa, quando fui pesquisar sobre o filme, descobri que o James Cameron (o diretor) estudou, pesquisou e demorou nada mais e nada menos do que uma década para lançar tal filme (e derivados). Estranho não? Por que demorar 10 anos para lançar um filme, sendo que bem sabemos tratar-se de um negócio bilionário? Logo percebemos que não é tanto pelo dinheiro, mas sim o momento certo de disseminar uma "doutrina". Agora, após o lançamento do filme e paralelo a ele, são lançados games, brinquedos, revistas, etc...

Sem dúvida, as crianças (mesmo as que não assistem ao filme) ficarão encantadas com o filme e suas engenhocas fascinantes, e assim serão atraídas exatamente como aconteceu com as crianças do Flautista de Hammelin. A armadilha é sempre a mesma, ou seja, criar instrumentos com os quais as crianças poderão acumular conhecimentos e absorver informações (serem doutrinadas). A tática é usar símbolos, pois, bem sabemos que a cognição funciona melhor quando expostos a simbologias.

Portanto, assim como me chamou a atenção aquele garotinho inocentemente brincando com seu avatar (ele provavelmente nem assistiu ao filme e muito menos sabe o que significa), espero que o Senhor esteja chamando a atenção de pais e mães, pois, não me canso de escrever que é bíblico dizer: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes." (1 Coríntios 15:33).
Por trás de um aparente inocente filme, brinquedo ou game, uma alma está sendo enredada por um inimigo sutil e terrível, cuja forma de ação se resume em roubar, matar e destruir, mesmo que sejam inocentes indefesos.

Em o Nome do Senhor, está dada a informação!

*Utilizado nessa mensagem livro: A Nova Era - Samuel Fernandes/Magalhães Costa.

MINISTÉRIO VOZ DO TRONO – (Apocalipse 19:5)
Vilson & Vilma – vozdotrono@vozdotrono.com.br
http://www.vozdotrono.com.br/




"Não preciso de provas quando a verdade vem de Deus."
Comentário de Moderador Aprisco em 11 janeiro 2010 às 12:49
Este é um filme milionário que consumiu até o talo tudo aquilo que a indústria cinematográfica foi capaz de inventar. Mas não é só isso: James Cameron vai além com uma história muito interessante e pertinente. É daquelas produções que me faz ter esperança de que o dinheiro de Hollywood não termina sempre numa lata de lixo para promover o estilo de vida que andamos mantendo.

A história aborda o tema batido do imperialismo, disfarçado num outro planeta e em outro contexto. Ainda assim, fica claro que a crítica é para o estilo belicoso com que algumas nações do norte conseguem as coisas.

Ainda mais interessante é a oposição clara entre expansão científica e conquista armada: os ambientalistas são sempre os chatos dos filmes, mas em Avatar os nerds mandam.

O melhor foco desse filme está no que diz respeito à espiritualidade. Então vamos lá para mais um clichê de comentário que busca desvendar as metáforas transcendentais nas produções hollywoodianas:

• Neoplatonismo - é uma corrente filosófica, cujo maior representante foi Plotino, em que se acredita na existência de um ser pelo meio do qual todas as demais coisas existem, como se fossem uma extensão dele. Chamam a este ser o Uno (pode ser chamado de Deus). Tudo se conecta ao Uno e existe por meio de sua luz. Na ausência dessa luz existe a escuridão (ou a falta de luz), tudo aquilo que não é iluminado. Em Avatar a presença do deus aparece em todo o planeta Pandora, exceto na parte em que os humanos implantaram o seu quartel general. No filme a divindade é a deusa Eywa. Ela se liga a toda floresta, espalhando sua luz entre os seres que lá vivem, inclusive nos humanóides azulados.

• Espiritualidade primitiva – os fenômenos da natureza, a disposição dos animais, as forças que regem o planeta: tudo é creditado à deusa Eywa. Lembra bem os primórdios da humanidade, com a evidente diferença de que no filme admite-se que os fenômenos, mesmo que explicáveis, possuem sim uma conexão com um ser espiritual.

• Vida após a morte – é bater na mesma tecla do Neoplatonismo que tem lá os seus pontos em comum com o cristianismo. Os nativos humanóides, Na’vi, acreditam que o ato de morrer não é nada além de retornar para a natureza a energia que se obteve dela. Ocorre também uma espécie de renascimento, num novo corpo, aperfeiçoado e conectado com Deus. Já ouviu esta história em outros lugares?

• Conversão - o conhecimento científico é elevado como uma qualidade aperfeiçoada na raça humana. Contudo, a Doutora Grace Augustine, que conduz as pesquisas com os humanóides, se vê obrigada a subjugar o seu conhecimento à uma experiência transcendental.
Há muito mais símbolos interessantes no filme, como o que está no nome do planeta (Pandora), mas deixo essa atividade para outros mais especializados nessas coisas de mitologia.

Fica uma recomendação que segui sem arrependimentos do Thomas McKenzie: vá ao cinema, se puder. Sua experiência assistindo Avatar em casa será muito inferior do que numa sessão em 3D.

Thiago Bomfim
Fonte:
http://www.cristianismocriativo.com.br/index.php?option=com_content...

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Eclesiastes 3:14

Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.

Atos dos Apóstolos 17:26

E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;

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