Vera Lúcia pertence à religião satânica, onde creio ser este o motivo da adoção: o
sacrifício da criança'. O relato assustador, feito ao Ministério
Público Estadual, é de uma voluntária do Conselho Tutelar do Rio, que
vem acompanhado o drama da menina T., 2 anos, depois de ela ter ficado
27 dias sob a guarda provisória da procuradora aposentada Vera Lúcia
Sant'Ana Gomes, 66 anos.
Ontem, o MP denunciou a procuradora por
tortura e pediu sua prisão preventiva. De acordo com o depoimento da
voluntária, as sessões de tortura física e psicológica sofridas por T.
estão ligadas a uma seita.
Ela alega que a procuradora possuía muitos vodus e bonecos com rostos
desfigurados e descreve a cena: "Na mesa havia cartas e um punhal, que
neste ritual significa: sacrifício, morte". "Creio que T. foi escolhida
para ser oferecida em
sacrifício.
A intenção da senhora Vera era de matar a
criança. Rituais eram feitos na casa, como banhos de canjica, e a
criança não podia ter contato com a água", afirmou.
Acompanhada de psicóloga da Vara de Infância, Juventude e Idoso e de duas funcionárias da instituição onde
está abrigada, T. foi levada à Delegacia da Criança e Adolescente
Vítima (Dcav) para iniciar a avaliação psicológica. Apesar dos
brinquedos espalhados pela sala de avaliação, T. não aceitou nem entrar
no cômodo.
A polícia ainda não sabe se vai chamar a criança para outra
avaliação. Há a possibilidade de ouvi-la no próprio abrigo, único
ambiente familiar da menina, onde ela mora desde os seis meses de vida,
até ser adotada.
Para saber mais sobre este assunto, leia o livro Crimes satânicos de Léo Montenegro na Editora
Naós.
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