Princípios Básicos da Vida Cristã
Escola Bíblica Aprisco Salvador
Tema: Confissão
Textos para Meditar: Rm 6:12-14, Is 59:2, Pv 28:13, Tg 5:16, 1Jo 1:7:9, At 8:18-24, Mt 18:15-17, 1Pe 4:8
Introdução
A Confissão de pecados é parte fundamental da vida cristã, é necessário entendermos que a confissão e a salvação são duas coisas diferentes. A Salvação vem através da fé em Cristo, é através dele que somos salvos, não temos como pagar as dívidas que os nossos erros criaram, é para isso que o Sangue de Jesus vem sobre nós. No entanto, na caminhada de vida cristã ainda cometemos erros, e apesar de não sermos escravos do pecado, estes ainda nos importunam e nos levam pra longe dos propósitos de Deus. A Confissão é, portanto, uma das principais ferramentas na Santificação, na busca do aperfeiçoamento que se resume em parecermos a cada dia menos com Adão (natureza carnal) e cada dia mais com Cristo. É através da Confissão de pecados que andamos na luz, enquanto as trevas são formadas por aquilo que está escondido, a luz é a revelação de todas as coisas. “Se dissermos que não temos pecado” já estamos mentindo, mas se confessarmos os nossos pecados automaticamente a luz brilhará dentro das trevas que ainda insiste em estar em nós.
Confessar pecados a quem?
Como todos os princípios básicos da vida cristã, a confissão também segue o paradigma da cruz, ou seja, passa pelo âmbito da verticalidade (relação com Deus) e da horizontalidade (relação com o próximo). Logo, devemos confessar os nossos pecados a Deus, não que Ele já não os conheça, mas, para que a nossa busca por santidade fique clara nessa relação com Deus, e sobretudo para que estabeleçamos essa relação que se dá em ESPÍRITO dentro da abrangência total da VERDADE, de alguma forma o Pai procura pessoas assim.
Devemos também confessar os nossos pecados uns aos outros. Se pensarmos na Igreja como um Q.G. de super-heróis que nunca erram constituiremos um ambiente de hipocrisia farisaica, inexistente nos planos de Jesus para a comunidade terapêutica que a Igreja deve ser, ou seja, um ambiente onde o conhecer as limitações uns dos outros sirva para a ajuda mútua, para a criação de laços de irmandade inquebráveis, com ausência de julgamentos e uma manifestação plena da Graça, Misericórdia, Tolerância, que são reflexo da maneira com qual Cristo nos trata.
Mas a questão que deve estar em sua cabeça é: Como equilibrar a necessidade de confissão com a privacidade? Essa é uma das questões que iremos discutir no nosso desafio.
Confessar pra quê?
Dividir as cargas: Na maioria das vezes não conseguimos lidar com os sentimentos de culpa e frustração que os nossos pecados nos trazem, existem pessoas que até desenvolvem doenças psico-somáticas por causa dessa incompetência humana. Isso é porque fomos criados para a unidade e não para a privacidade, enquanto a primeira só alcançamos através de Cristo a segunda está dentro da nossa natureza carnal com a mesma origem nas folhas de figueira que cobriram o homem caído em Gênesis 3.
Santificação: “Andar na luz” é um desafio para o cristão, não é fácil porque o mundo está em trevas, e de repente acabamos “acostumados” a andar nelas. Nas trevas todo mundo é bonito, os defeitos não nos saltam aos olhos mas nos separa de Deus e dos seus planos.
Restauração: Os nossos pecados criam danos, têm conseqüências, tanto para nós mesmos quanto para as pessoas que nos cercam e de alguma também foram envolvidos por eles. Para isso precisamos de reparação, restituição para que esses danos não se transformem algo irreparável, para que o poder restaurador do Espírito Santo encontre a oportunidade de trabalhar em nosso interior e nas pessoas que nos cercam.
Desafio de Confissão
Aqui algumas perguntas para discutirmos, elabore essas respostas para contribuir na discussão:
1- Quais são os entraves para a confissão de pecados?
2- De que forma a confissão pode ser estimulada na Igreja?
3- Você é alguém que confessa pecados, porque?
4- Qual o papel do pastor na confissão de pecados?
Atualizado pela última vez por William do Aprisco 12 Set, 2009.
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